8 de jul de 2013

Sucesso de oficinas!

Se estar na cidade onde nasci é bom, estar rodeada de pessoas especiais é melhor ainda!
As oficinas ministradas em Formiga foram um sucesso! 

Fui muito bem recebida pela turma e conheci muita gente bacana.
Espero que todos tenham aproveitado! E que agora, venham bons projetos para a cidade!

e um beijo especial à Maria José Boaventura, que gentilmente cedeu seu atelier e seu tempo para nos abrigar! 

As fotos dos melhores momentos:













19 de jun de 2013

OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS

Pessoal,


a Lei Estadual de Incentivo à Cultura está com edital aberto... E muitas pessoas querem elaborar projetos  e tem dificuldades: por onde começar? Como organizar as ideias? O que vem primeiro? Como montar?

Por isso, eu quero ajudá-los: VAMOS ESCREVER JUNTOS?

UMA IDEIA NA CABEÇA? QUE TAL UM PROJETO NO PAPEL?


OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS PARA A LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA

  ESCOLHA SEU MELHOR DIA:
- Dia 29 de junho - sábado
das 9 às 12h e das 14 às 17h.

- Dia 30 de junho - domingo
das 9 às 12h e das 14 às 17h.

- Dias 01 e 02 de julho - segunda e terça
das 19h às 22h.

- Dia 04 de julho  - quinta
das 9 às 12h e das 14 às 17h.

- TURMA EXTRA: Dia 09 de julho - terça
das 9 às 12h e das 14 às 17h.



no Espaço Myra de Arte
Rua Lagoa Dourada, 67
Prado - BH

Investimento: R$ 100,00

Inscrições abertas e vagas limitadíssimas!! CLIQUE AQUI

ESPERO VOCÊS!!!!
4 de jun de 2013

CURSOS DE GESTÃO CULTURAL E HISTÓRIA DA ARTE EM FORMIGA!

Pessoal,

vendo o interesse dos formiguenses em aprender mais sobre a gestão de projetos culturais e como colocar a "mão na massa", lancei várias perguntas no Facebook e muitas pessoas interessadas responderam. Foram semanas conhecendo o interesse de cada um e viabilizando a melhor forma de criar um espaço aconchegante e propício para a troca de ideias, conhecimento e cultura! 

Lancei vários cursos para que os interessados escolhessem. 2 foram os mais votados. A partir daí, firmei uma parceria para realização e criei um material bacana. E os cursos vem aí!


GESTÃO CULTURAL E HISTÓRIA DA ARTE EM FORMIGA!

Dias 06 e 07 de julho de 2013. 

06/07: das 9h às 12h; das 14h às 18h (Conhecendo as Leis de Incentivo e Elaborando Projetos Culturais, com Flávia Leão)
 Conheça a ementa do curso clicando AQUI!
07/07: das 9h às 12h (História da Arte e Sociedade Contemporânea, com Tiago Tonial)
Conheça a ementa do curso clicando AQUI!

Local: Atelier Maria José Boaventura
Praça Dr; Olinto Fonseca, nº 2. 
Centro
Formiga, MG. 

Investimento
2 cursos: R$ 70,00
1 curso: R$ 40,00


Inscrições? Clique AQUI!


ATENÇÃO!!! OS SETE PRIMEIRO INSCRITOS NOS 2 CURSOS GANHARÃO UMA APOSTILA DE GESTÃO CULTURAL!!! 

As vagas são limitadas! Garanta a sua!

Formiga precisa de gente interessada em cultura!!! 

Espero vocês! Até lá! 

Palestrantes:


Tiago Tonial:Formado em História pela UFMT, pós-graduado em Docência do Ensino Superior pela Universidade Estácio de Sá e mestre em Lazer pela UFMG. É membro do grupo experimental e de pesquisa da Mimulus Cia de dança. É titular das cadeiras de História da Arte e Sociedade Contemporânea da Universidade Estácio de Sá. É pesquisador na área de História da Arte e movimentos na dança.

Flávia Leão: Formada em Direito pela PUC. Estudou Políticas Públicas, Políticas Culturais e Direito Internacional e Comunitário na Université Paris I, Panthéon Sorbonne. É pós-graduada em Direito Público pelo IEC-PUC MG e em Gestão Cultural pela UNA BH. Estudou gestão cultural no Observatório da Diversidade Cultural e no Galpão Cine Horto, com Rômulo Avelar. Atualmente trabalha com grandes nomes como Yara Tupynambá, Sarah Vaz, Debora Pazetto, Felipe Arthur, Aldrin Gandra, Guidi Vieira, Myra Cultural, Garcia y Lorca, entre outros. 

29 de mai de 2013

...e pra quem gosta de ler.............

Pra quem gosta da tal da produção cultural, selecionei vários links com livros totalmente gratuitos e excelentes. Já li todos e recomendo muito!
Queria achar um local com todos estes links. Como não encontrei, resolvi eu mesma criar!

Boa leitura a todos!!!



Dica pra quem queira fazer boas pesquisas sobre Produção Cultural: os quatro volumes on line do box da Azougue Editorial já estão disponíveis! É só acessar os links. 



Volume I, clique AQUI
Volume II, clique AQUI
Volume III, clique AQUI
Volume IV, clique AQUI


Quem quiser um pouco mais, pode também conferir o site com diversas vídeo-entrevistasAQUI.


Guia do Empreendedor Sociocultural. Um livro pequeno e de fácil leitura! 


Clique AQUI



Livro PENSAR E AGIR COM A CULTURA, vários textos dos professores e pesquisadores do OBSERVATÓRIO DA DIVERSIDADE CULTURAL.Estudei Gestão Cultural no Observatório e adorei! Eles são feras!!! Vale muito a pena ler este livro!



 Clique AQUI


Livro CIDADES CRIATIVAS, da Ana Carla Fonseca. Tive o prazer de conhecê-la, assistir sua palestra e comprar seu livro, que é genial!


Clique AQUI


Livro REPROGRAME SUA CONCEPÇÃO DE MUSEU. Tenho que confessar... é o meu preferido. E o autor organizador, Luis Marcelo Mendes é fera na área de museus. Também tive o prazer de conhecê-lo, assistir sua palestra e comprar seu livro! Delicie-se!!! Ah, e para download, tem as versões em inglês e português!

Clique AQUI



APROVEITEM!!!!




22 de mai de 2013

MEU MANIFESTO CRIATIVO

Depois do curso NINGUÉM VAI FAZER POR VOCÊ - GESTÃO FAÇA VOCÊ MESMO DE CARREIRAS CRIATIVAS INDEPENDENTES com RAFAELA CAPPAI, lemos um MANIFESTO DO ARTISTA INDEPENDENTE que mexeu muito comigo. 
quer ler também? Clique aqui.

E eu resolvi fazer o meu manifesto... lá vai...




MANIFESTO CRIATIVO DE UMA FAZ-TUDO NA GESTÃO E NA PRODUÇÃO CULTURAL

Oi, muito prazer! Eu sou a Flávia. Tenho 28 anos, e há 3 anos eu resolvi jogar tudo pro alto e investir na minha carreira cultural. Não, eu não tenho o sonho de ir parar na televisão. Já subi no palco, já interpretei, já dancei. Mas hoje, eu sou uma Gestora Cultural.

Me formei em Direito, o sonho do meu pai. Me frustrei na faculdade, tomei antidepressivos, não tinha muitos amigos e achava todos os meus colegas quadrados demais para meu mundo. Minha maior frustração foi ver meu convite de formatura e perceber que nada que estava ali se parecia comigo. Mas meus colegas não eram quadrados e o convite não era feio: eu é que estava no mundo errado. 

Sofri para passar na prova da OAB, e até hoje não sei porque esta é uma das minhas grandes conquistas. Advoguei por um tempo. Cresci na profissão. Entrei em um escritório como estagiária e saí como advogada chefe de carteira. Tinha um nome na área. Mas estava sufocada dentro do terninho.

Resolvi largar uma carreira estável e me matriculei numa pós-graduação em Gestão Cultural escondida da minha família. Lá, encontrei atrizes, maestros, palhaços, bailarinos, outros advogados. Me encontrei. Sim, aquele era meu mundo. 

Meu mundo é meu desde que nasci. Um dos meus primeiros brinquedos, uma corda de pular, virou microfone. E assim, desde pequena, tudo virava arte. E eu achava que a gente crescia e a arte ia embora... Tentaram tirar esse mundo de mim, mas eu fui encarafunchando até reencontrá-lo.

 Na Gestão Cultural, conheci a produção e hoje vivo nesse mundo que todos consideram maluco e irreal. Mas ele existe e é muito firme. 
Eu não tomo mais antidepressivos e não tenho problemas de baixa-estima. Eu não tenho hora pra dormir e adoro procrastinar para acordar. Todo mês acrescento mais um livro interessante na minha estante e todos estão rabiscados por canetas marca-texto. Meu currículo é diverso e sei um bocado de coisa aqui e acolá.

Minha mesa é uma loucura e eu convivo diariamente com cantores, artistas plásticos, bailarinos, assessores de imprensa, produtores... Ganho convites para festas e espetáculos. Tenho uma agenda cheia de compromissos

Não tenho carro e dependo de ônibus e metrô para visitar meus clientes. Faço propostas, projetos, planejamentos, briefings. Quando tem edital aberto, emendo noites e esqueço até de tomar banho. As paredes da minha casa são repletas de folders e cartazes dos espetáculos que vou. Sempre amplio minha rede de contatos e não tenho medo da solidão.

Por sorte, tenho um paizão que me ajuda financeiramente e paga meu plano de saúde. Mas é o paizão, meu herói, que me pergunta o tempo todo: "quando você vai ter foco? Quando vai tentar um concurso público?". Às vezes, acho que meu herói não me conhece. Já a minha mãe e meu irmão, ficam olhando de perto e torcendo os dedos para que tudo dê certo. 
Eu não abro mão da honestidade e bato boca quando acho que o dinheiro público está sendo mau empregado

 Abri mão de ter uma carreira estável no serviço público e de ter um apartamento próprio. Sonho com meu casamento performático, mas não sei quando terei dinheiro pra isso. Não sei se poderei ter filhos. Não sei se vou ter meu carro. 

Não me sinto uma estranha no ninho porque eu tenho minha galera. Pra mim, o divertido é beber no Maletta e dançar no Bordello. Tomo sol na Praia da Estação e tiro fotos no Pinhole Day. Tomo café na Feira da Afonso Pena e adoro assistir ao pôr-do-sol da Praça do Papa. 

Eu trabalho com planejamento. Por isso, tenho que estudar muito. Faço até 2 cursos por mês para me manter atualizada. Adoro dar aulas. Já ministrei 4 palestras e adorei. Recebi uma proposta para ministrar um curso e estou empolgada com a ideia. Acredito que tenho que passar tudo que sei. Quero formar cabeças pensantes.

Eu defendo o estudo. Eu defendo a arte. Eu defendo a minha e a sua liberdade.

Eu construo a cada dia uma carreira sólida e sustentável. Quero um dia não depender mais financeiramente de ninguém. Quero comprar minha casinha de sapê e esboçar um filho. Mas sei que leva tempo.

 Se eu fosse juíza, já teria isso tudo. Mas eu abri mão do dinheiro pra ser feliz e trabalhar naquilo que acredito.

Eu sei que caixão não tem gaveta. Mas já me disseram que espírito tem memória... 

Então... 



25 de abr de 2013

Não, eu não gostei.


Realmente, a palavra NÃO ve carregada de uma simbologia forte. Você consegue entender um não em todas as línguas. Por mais que seja NÃO, NON, NO, NEIM.... é sempre um não. 

E quando ouvimos um NÃO, podemos sentir do alívio à raiva. Como? basta o sentido da palavra inserido na frase:

- Ele NÃO morreu.
- Você NÃO vai.
- NÃO corremos perigo.
-NÃO estou grávida. 
-NÃO, eu não gostei...

Esta última frase, além do NÃO, há uma opinião forte. Afinal, o que é NÃO gostar? É uma forma de agressão?

Se você não gosta de algo, deve falar que não gosta? E se a pessoa se sente ofendida? E se essa pessoa é um crítico de arte? E se essa pessoa é uma professora? E se essa pessoa é um artista? E se essa pessoa é um médico cirurgião plástico? 

Devemos nos preocupar com que estamos dizendo ou como estamos dizendo? E o fato de só dizermos, significa uma forma de agressão?

Me questionei essa frase hoje. Não, não tenho twitter agressivo. Não pratico violência (muito menos a gratuita). Mas me coloco no direito de questionar. 

Se vou a um espetáculo ruim, quero me colocar no direito de expressar minha opinião. A culpa pode ser do artista, do diretor, ou até mesmo minha por não entender ou não prestar atenção. Não, não tenho o direito de agredir. Mas tenho o direito de falar que não gostei. Se o espetáculo foi executado com DINHEIRO PÚBLICO, quero me manifestar mais ainda. A exibição foi gratuita? Não, não foi. Você entrou no teatro gratuitamente, mas pagou pela realização do espetáculo, porque pagamos impostos diariamente. 

Quero questionar. Quero perguntar. E quero dizer se gostei ou não.

Se dói ouvir isso, pode ter certeza que em mim vai doer também. Afinal, eu também não escapo do NÃO... 





9 de abr de 2013

A SÍNDROME DOS 20 E TANTOS ANOS...

Encontrei este texto na internet. É de autoria desconhecida. 
Engraçado como me sinto assim quase todos os dias...




A síndrome dos 20 e tantos

"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até lhe incomodam.





Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.




O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…

Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?"

8 de mar de 2013

DIA 8 DE MARÇO

HOJE NÃO QUERO FLORES NEM BOMBONS. QUERO RESPEITO!

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Este dia, tão questionado e criticado, teve sua origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial.

A vida da mulher sempre foi pautada pelos desafios.

Quando pequenos, estudamos que, na Pré-História, a mulher era puxada pelos cabelos quando o marido a escolhia. Mas não há qualquer comprovação do comportamento humano da época. 
Mesmo com os primeiros escritos, vê-se que o mundo colocou a mulher como frágil, subestimada e dependente.

As mulheres demoraram para frequentar escolas, universidades, votar, e até mesmo a trabalhar fora de casa. 

Mas, quando alcançam direitos, conseguem conquistas

Hoje, existem grandes exemplos de mulheres que souberam colocar seus Direitos Humanos em vigor, como MARIA DA PENHA, que sofreu 2 tentativas de assassinato pelo então marido. E quando foi para a cadeira de rodas por levar um tiro de espingarda enquanto dormia, resolveu lutar bravamente. Como o Brasil não tomou providências, o caso foi parar na CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, o nosso país foi obrigado a sancionar uma Lei de proteção às mulheres. 


Ditados populares repetidos de forma jocosa absolveram a violência doméstica: “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”; “ele pode não saber por que bate, mas ela sabe por que apanha”; “mulher gosta de apanhar”; “um tapinha não dói”. 

Ainda hoje, nos deparamos com inúmeras cenas de machismo contra as mulheres. Quando estava na Universidade, vi um colega defender uma monografia: A CONTRIBUIÇÃO DA VÍTIMA PARA O CRIME DE ESTUPRO. 

A liberdade que queremos alcançar ainda está longe. Somos apontadas por sairmos com a roupa que queremos. Se um homem assovia para uma mulher na rua, ela contribuiu para isso, afinal, está incitando os instintos masculinos. Ele não será chamado de tarado subversivo. 

Existem muitas Marias da Penha que lutam constantemente, bravamente. A mulher tem o direito de ser o que quiser: PUTA, SANTA, MECÂNICA, BARTENDER, JUÍZA, LÉSBICA, MÃE, MÃE SOLTEIRA, ESPOSA, AMÉLIE POULAIN, MAFALDA, CINDERELA, SATINE, OLGA, ISABEL, JULIA, GRAÇA, ROSA, RITA, GENI. 

ME CHAME DE PUTA
ME CHAME DE SANTA
MAS ME CHAME,
ACIMA DE TUDO,
DE LIVRE!

Escreveu Simone de Beauvoir: "NÃO SE NASCE MULHER. TORNA-SE MULHER".

Para bom entendedor, uma frase basta!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER PARA TODAS AQUELAS QUE SE SENTEM MULHERES!

E aos machistas:

EU NÃO VIM DA SUA COSTELA. VOCÊ QUE VEIO DO MEU ÚTERO!










26 de fev de 2013

Vanguardista




"As oportunidades do indivíduo não as definiremos em termos de felicidade, mas em termos de liberdade"
Simone de Beauvoir - O segundo sexo...

21 de fev de 2013

VOCÊ ACHA QUE EU TENHO MEDO DE VANGUARDA????

A antropóloga pega o microfone e faz uma pergunta de 5 minutos para  Ferreira Gullar. 

Ele, com seus 82 anos, prestou atenção em tudo, e ao final questionou:

- Afinal, qual é a pergunta? (Contextualizando, ela queria saber se existem grandes profissionais que lidam com a arte contemporânea, como expor urinóis e urubus nos museus...)

A antropóloga, curadora de um grande museu, retruca:

- Se não entendeu a pergunta, é só não responder!

Gullar, no seu semblante irônico:

- Minha filha, você acha que eu tenho medo de vanguarda?? Eu fui um dos criadores do movimento Neoconcreto!!

Palmas. 

Ok, Cláudia, senta lá. 

Finalizando a fala de Gullar:

- Se você acha que cagar na latinha é arte, o problema é seu. Mas não confunda manifestação política e formas de expressão com arte. E a arte não revela a realidade. O artista que inventa uma realidade... Ou você acha que uma rua de 5 metros de largura cabe dentro de um quadro? 

A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA NÃO BASTA..

Gullar, OBRIGADA!

                       GULLAR, Le Penseur... 
19 de fev de 2013

Sinto muito, mas não estou à venda...

Sim, sou vagabunda. 


Estranho iniciar um texto assim, mas já começo avisando que não sou aquela queridinha do papai que fez a faculdade dos sonhos, passou num super concurso público e casou com um empresário riquíssimo e sadomasoquista. Não, eu fui contra o sistema. 

 Trabalho com Gestão Cultural. Nado nos chafarizes da Praça da Estação, como o delicioso bolinho de bacalhau no Nelson Bordello, vou a praticamente 55 peças de teatro/dança por ano, vou ao cinema no 104, danço na Corte Devassa nos dias de carnaval... 

Por isso mesmo, sou vagabunda. Porque, simplesmente, trabalho e sou amante da arte. Porque fui bailarina por anos e fiz outros muitos de teatro. Porque dancei, interpretei e, hoje, fico atrás das cortinas trabalhando para que tudo dê certo. O quê? TRABALHANDO?

Sim, sou uma vagabunda que trabalha. Que estudou, se especializou. E muito. E que se especializa cada vez mais. EM CULTURA. EM ARTE. EM GENTE. Passo madrugadas elaborando projetos para Leis de Incentivo, corro de um lado para o outro atrás de produtores, assessores de imprensa, busco artistas em aeroporto, faço reunião com empresas para captar recursos...  É muita vagabundice, certo?

Não quis enfrentar as mesas de um concurso público. Não quis seguir carreira jurídica. Não quis usar tailleur. Não quis ter um carro. Não quis ficar na casa dos meus pais. Não quis ficar quieta. Quis ser vagabunda.

Quis rodar o mundo e estudar fora. Quis visitar museus. Quis ficar debaixo das obras do Rodin para ouvir o silêncio de sua arte. Quis me deliciar no Pompidou. Quis apertar a orelha de Van Gogh. Quis colocar meu nariz de palhaço e sair por aí. Quis viajar ao Rio só para ir ao Museu de Arte Moderna admirar as obras da Adriana Varejão. Quis ir a Inhotim várias vezes para ouvir as caixas de som. 

Tudo o que quis, eu fiz. 
Tudo com arte. Tudo com cultura.

Mas não, não estou à venda.
Meu trabalho que está à venda. 
Porque sou vagabunda, mas quero receber por isso... E não quero receber em selos, vinhos, bloquinhos, camisetas. O escambo saiu de moda junto com as caravelas. 

Como escreveu DIOGO SALLEStrabalhe de graça para mim — em troca eu vou te catapultar ao total estrelato”. A situação está sendo subvertida a tal ponto que, se o artista recusar a “oferta”, chega-se a uma estranhíssima inversão de papéis.De repente é como se o artista devesse agradecer aos céus por uma oportunidade como essa (quiçá ele até terá de pagar para poder publicar em um espaço tão ilustre que ninguém lê, nem compra e nem acessa)."


Muitas vezes, quando vou elaborar um projeto cultural e envio minha proposta de remuneração, me deparo com a pergunta: "Peraí, mas você vai cobrar"?????
E assim há a inversão de papéis, onde me deparo novamente com outra bizarria: "Mas você vai trabalhar pra mim, vou te dar NOME!". Ok, chapa, seguinte, meu nome foi-me dado quando nasci, inclusive sem meu consentimento, já que este direito foi desprovido do nascituro. 

E infelizmente, meus 15 minutos de fama não serão de graça. Nem BBB "trabalha de graça", meus sais!!! Por que eu, que estudei e quis ser vagabunda, tenho que fazer filantropia? 

Trabalho de graça em projetos sociais que me dão um retorno maravilhoso: gratidão. Mas viver 100% disso, só quem tem pai ou marido rico, ou nasceu com problemas na caixola. 

Pois é, minha gente, vou cobrar pelo meu trabalho sim. Porque tenho contas a pagar, burocracias para viver, muitas obras para produzir, muito estudo para aprofundar e muita viagem para deleitar. Entendeu? Não? Ok, vou desenhar:





2 de fev de 2013

Quando é hora de fechar as cortinas...

Impressionante o fascínio que as pessoas tem pela morte. Todo o mistério que ela traz, e também a bizarra atitude humana de querer sempre vasculhar, observar, se acotovelar para chegar perto daquele acidente, da porta da boate, da praça do edifício em chamas. 

Mas pouco de defende sobre o direito de morrer. Afinal, temos direito a decidirmos o nosso próprio destino, inclusive quando queremos que este destino seja a morte?

Lendo a PIAUÍ, uma revista que adoro pela naturalidade com que expõe a realidade, um artigo me chamou a atenção. UMA VIDA QUE MERECE SE ENCERRAR, de MICHAEL WOLFF mostra a história de sua mãe, mulher articulada, inteligente, independente. Mas de repente, do riso fez-se o pranto e ela cai na demência. O que ela vive é uma consequência rasgante da longevidade. Gastam-se fortunas nas pesquisas para que as pessoas vivam mais e mais. Mas nunca perguntaram a elas: VOCÊS QUEREM?

Michael escreve: "Quando trocam a fralda de minha mãe, ela faz ruídos de um desespero rascante. Durante um tempo, antes que perdesse toda a linguagem, era possível, com um esforço de concentração, decifrar o que ela estava dizendo, o que repetia sem parar: “Isso é uma violação. É uma violação. É uma violação.” A coisa estarrecedora é que você vê tudo isso chegar – você está vendo, mas teima deliberadamente em não ver."

É aí que perde-se, além da liberdade, a dignidade. E o que resta? A dependência dos familiares daquele sentimento de posse. A pessoa não pode ir. Ela tem que ficar. Mesmo que com aparelhos, dores, fraldas... Mas não perguntam à pessoa: é isso? 
 Claro, nos adaptamos à realidade. A casa não tem mais música alta, as visitam entram e saem o tempo todo. 

Este foi um dos poucos artigos que li sobre o tema de forma competente e sem levantar a bandeira da jovialidade e das casas de repouso. Ontem, consegui chegar ao sufocamento no cinema ao assistir o filme AMOR. 
Com um realismo cortante, ele nos leva no fundo do fundo da dor da existência. 
Tem uma medida certa para tudo. E não te o drama envolvente da música de fundo, das cores bonitas. Não. É cru na essência. 

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), dois reformados professores de música, acabam de regressar de um concerto de um antigo protegido. Octogenários, Georges e Anne permanecem um casal feliz e apaixonado. Na manhã seguinte, Anne sofre uma trombose e fica com o lado direito do corpo paralisado. O amor do casal é colocado à prova, conforme o estado de saúde de Anne se deteriora e Georges se sente mais isolado e agoniado. 

Gosto da sinceridade da arte. É a sinceridade que nos tira da zona de conforto. Assim como Riobaldo alivia-se pela sua não homossexualidade, mas se arrebenta por dentro ao descobrir que "Ela era. Tal que desencantava num encanto tão terrível"... Ou Gregor, a barata, com sua morte melancólica, sozinha e fria, onde somente uma maçã cravada em sua pele fora sua única testemunha... Ou Macbeth que conseguiu ser morto por circunstâncias jamais sonhadas... Mas poucas as obras tratam do mais novo fenômeno humano: a velhice prolongada. Que me lembre, Memórias de Minhas Putas Tristes, que narra os momentos finais da vida de forma dolorida e sem cor. 

Pois bem... Os personagens do filme são dois senhores aposentados que tem uma vida parisiense normal: vão a concertos, pegam ônibus, metrô, fazem suas refeições, dormem nas horas certas... Mas o final da vida chega num piscar, ou melhor, num olhar perdido. E aí, é hora de se preparar para o fim de forma triste: através do sofrimento de ambos. 
Quando perde-se a dignidade, é hora de ouvir a voz interna do outro. 

Georges faz isso. Vê a dor de sua esposa ao ser lavada por uma enfermeira. Ao precisar de ajuda ao comer, ao levantar, e depois, quando perde o controle do próprio xixi. 
E como escapar? Ela deixa de comer, e vai deixando, aos poucos, de existir. E Georges também vai se deteroranto... 

A filha do casal visita os pais de tempos em tempos. E também não sabe o que fazer. E distante como mostra, não tem, realmente, o que fazer. E o sarcasmo lúcido de Georges é um ponto fantástico, onde, questionado por que não atende aos telefonemas da filha, responde: "Não vou perder meu tempo com suas preocupações. Tenho que cuidar da sua mãe." 

Georges passa por cima do emocional para adquirir uma personalidade racional e instintitva. Genial! 
O filme nos habita por inteiro com sua sinceridade.

Georges soube parar. Soube se retirar com classe a existência que teima em continuar nada sublime. 
E poucas são as pessoas que entendem isso. Minha avó, uma linda senhora que estudou somente até a 4ª série (e como ouvinte), articuladíssima e inteligente, é sábia em suas frases. Ela disse: "Saber se retirar da vida é um ato de coragem, não de covardia". 
E Heloísa, uma de minhas melhores amigas, com seus 67 anos muito bem vividos entre letras, filmes e teatro, conta a história do seu pai, que viveu 99 anos e 6 meses, e, em seu leito de morte, poucos minutos antes de partir, escreveu: "O corpo é o abrigo do tempo. O meu tempo já acabou".

É preciso sabedoria para saber que precisa ir. Que vamos perder pessoas queridas. Que a vida é crua como tem que ser. Ponto. 

Assista o trailler do filme AQUI


13 de jan de 2013

Nebulosas e calmarias...

E quando entra em ação a ansiedade e o stress, surgem os turbilhões internos... 


Assim, depois do vendaval que passou pela minha cabeça no primeiro dia útil do ano, com duodeno e cabeça brigando pela maior dor, consigo um pouco de sossego quando escrevo meus projetos.

E com tantos assuntos, me perco e me acho em meio a palavras, papéis, horas a fio, 3 garrafas d'água espalhadas pela mesa e muitas mensagens e telefonemas. Quando não raciocinava mais, exausta e com a ansiedade no auge, procurei por alguma coisa. Não sabia o que era. E nestes momentos, não é qualquer coisa que serve. Buscava preenchimento aonde? 
Pensei em vários lugares que pudesse descansar. Não, não estava em minha casa. Não vinha nada em mente. Sabia somente o que não queria: restaurante, praça ou cinema não ia dar certo. Estava chovendo, e não estava com fome.

Quando surge o namorado no quarto, vê a minha cara de deserto, pega minha mão e diz: "Vem, vamos sair". 
Me levou para a sobreloja do Maletta, Arcangelo. Encontramos um sofá gostosíssimo numa parte tranquila, som legal e gente bacana. Decoração deliciosa e clima com frescor de verão com arte contemporânea. Bom de descansar e expandir. Bebericamos uma bebida a base de suco de melancia e tequila. A calmaria começou a chegar.

Percebi que estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa... 

Até que enfim uma boa resolução de começo de ano! E que venha 2013! com aquele sabor cítrico que deixa tudo com adrenalina!

Momento Eureka
1 de jan de 2013

Desabafo sobre a (in)tolerância...



__ O presente da minha amiga oculta não tem glúten!

E todos riem! Claro, tenho que entrar na onda também, para não ganhar mais uma lavada. E uma brincadeira boba mostra até onde não vai a (in)tolerância humana. Qualquer defeito, problema, doença ou estilo diferentes torna-se uma aberração digna de Homem Elefante em circos demoníacos. 

E assim, a Mulher Elefante pega seu presente e esquece o assunto. 

Mas não há que esquecer. A palavra tolerância provem do latim tolerantia, que por sua vez procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. Teve no passado, e com sentido negativo, a função de designar as atitudes permissivas por parte das autoridades diante de atitudes sociais impróprias ou erradas. Hoje em dia, pode ser considerada uma virtude e se apresenta como algo positivo. Esta é uma atitude social ou individual que nos leva não somente a reconhecer nos demais o direito a ter opiniões diferentes, mas também de as difundir e manifestar pública ou privadamente.

Somos seres sociais. Diferentes. Não fomos produzidos em séries, não temos, na família, um ISO de qualidade absoluta. E isso nos faz humanos. 
Fiquei pensando em qual poderia ser outro "defeito" ou "problema" que fosse oposto à tolerância. 

Se fosse, um cego, seu presente teria olhos? Ou um diabético, teria açúcar? 
Por que é tão impossível tolerar?    

Tolérance n’est pas quittance, que  traduz por: "Tolerância não é liberdade total..."

Numa pequena cidade do interior, um deficiente físico, sem pernas, perambulava pela cidade com auxílio das duas mãos e o apoio do tronco. Durante anos, no seu trajeto, era debochado por um homem que dizia: - Vai gastar o... Um dia ele perdeu a paciência e matou o importunador. Na justiça, o aleijado foi duramente atacado, e tido como assassino cruel. O advogado, ao iniciar a defesa, falou durante dez minutos elogiando a qualidade de cada membro do júri, até que o juiz interrompeu: - Se o senhor não iniciar a defesa, não permitirei que prossiga. Sabiamente, o advogado respondeu: - Meritíssimo, se o senhor não agüentou dez minutos de elogios, imagine a situação do réu que suportou anos de insultos... 
Nestes casos, pode valer o provérbio: "Não seja intolerante a menos que você se confronte com a intolerância".

Existem Bolsonaros por toda parte. E ai daquele que se diz diferente. Será colocado no palco do Homem Elefante.

E assim vamos passando pelo sou-fria sofria. 

E pior: carregar as heranças genéticas que nos fizeram diferentes. As heranças que estão dentro de cada um, e que se manifestam em poucos. 

Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância, dizia Dalai Lama.  

E assim, vamos praticando nas risadas amarelas a tolerância com os intolerantes. 

Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância.
Giacomo Leopardi